Transmutações narrativas: uma análise do romance Las Elegidas de Jorge Volpi e sua versão cinematográfica
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Resumo
Este artigo analisa a novela curta Las elegidas (2015) de Jorge Volpi e sua adaptação cinematográfica do mesmo ano, dirigida por David Pablos, a partir da teoria pós-clássica da adaptação desenvolvida por Robert Stam. Para além do paradigma da fidelidade, examina-se a adaptação como um processo intertextual no qual a narrativa literária e cinematográfica dialogam e se transformam mutuamente. Por meio de ferramentas teóricas como a intertextualidade e a transtextualidade, exploram-se os mecanismos pelos quais o filme reconfigura os códigos narrativos do romance, introduzindo novas dimensões discursivas e estéticas, entre elas a reimaginação cinematográfica. Dado que ainda há pouca literatura acadêmica sobre esses produtos culturais, a análise se apoia em fontes jornalísticas e críticas contemporâneas ao lançamento da novela e do filme. Além disso, considera-se o lugar que Las elegidas ocupa dentro do cinema mexicano de denúncia, especialmente no que diz respeito à sua representação do tráfico de pessoas. Em primeiro lugar, será realizada a análise literária do romance, destacando sua estrutura experimental e sua relação com fontes transtextuais, incluindo referências bíblicas que complexificam seu discurso sobre a violência e a escravidão sexual. Posteriormente, examinar-se-á a tradução intersemiótica na adaptação fílmica, enfatizando as estratégias narrativas e estilísticas que reinterpretam os conflitos da obra original na linguagem cinematográfica.
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Referências
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